A vida não se revela no Instagram

Por Francis Ivanovich: O mito de Narciso explica muito o fenômeno do Instagram. É um espelho invertido para fora. A necessidade obssessiva de ser admirado, belo, mostrar ao mundo que a vida que levamos é plena. É uma ferramenta impressionante o Instagram, nos aprisionou ao espelho de rolagem infinita. Ele, de certa forma, decretou oContinuar lendo “A vida não se revela no Instagram”

Minha eterna professora

Por Francis Ivanovich: Este dia dos professores jamais eu poderia deixar passar em branco, seria reprovável. Quem teve a oportunidade de estudar, muitos não têm esse direito no país, carrega no coração uma professora ou professor. Eu tenho a minha inesquecível, a professora Marina Paranhos, que ao longo dos anos se tornou uma verdadeira mãeContinuar lendo “Minha eterna professora”

O menino feliz

Por Francis Ivanovich: Quando eu era menino, sentado debaixo da grande jaqueira, no quintal da casa simples e amarela, no subúrbio, longe do mar, num quintal, moafá da minha infância, foguete goiabeira, abieiros e cajás, abacates caídos na terra, o meu melhor amigo, o vira-lata Totó. Sonhando estrelas, simplesmente FELIZ! – Que saudade…

MUBI: plataforma para quem ama cinema

Por Francis Ivanovich: A pandemia foi um prato cheio para as plataformas de streaming. As salas de cinema fechadas, as pessoas em casa tentando sobreviver e as telas de todos os formatos acesas 24 horas por dia, literalmente, e haja cinema, música, etc. Foi durante a pandemia, em 2020 que descobri a plataforma MUBI. NãoContinuar lendo “MUBI: plataforma para quem ama cinema”

Parabéns Coltrane!

por Francis Ivanovich No último dia 23 de setembro, há poucos dias, foi aniversário de alguém muito especial em minha vida, John Coltrane. Peço desculpas ao mestre Coltrane, onde estiver, a falha indesculpável. O pedido de perdão se justifica pelo simples fato de que sua música me faz tão bem, que nem consigo descrever osContinuar lendo “Parabéns Coltrane!”

O Peixe na Areia

Você tenta respirar, mas não consegue. Você não é mais você, tornou-se um peixe agonizando na areia. Suas crenças, seus desejos, suas manias, suas certezas evaporaram, seu mundinho ruiu, as pernas que te sustentavam se partiram como delicados corais. Você finalmente depara-se com a absoluta fragilidade humana, sua finitude. Ninguém pode respirar por você, ninguém.Continuar lendo “O Peixe na Areia”