Mentira tem perna curta

Lula, līder equilibrado.


Por Francis Ivanovich

Jamais esqueci de uma cena em 2018, quando após as urnas eletrônicas confirmarem a vitória de Jair Bolsonaro, eleições limpas, vale ressaltar, ouvi de uma senhora moradora da Tijuca, Zona Norte do Rio, uma conhecida, de que ela havia votado nele, porque o Brasil precisava de ordem e progresso. Foi uma frase marcante que, confesso, não consegui refutar, em meio a perplexidade da vitória do candidato de direita.

Passados quase três anos, não sei o que essa senhora pensa dos dias atuais, mas quero crer que ela, assim como qualquer pessoa de bom senso, tenha discernimento para constatar, sem medo, de que este governo é, sem dúvida, desordem e atraso.
Muitos dos que votaram em Bolsonaro hoje se sentem traídos.

Na verdade, muitos desses eleitores foram enganados e influenciados por uma máquina digital fabricante de mentiras, sem precedentes da história, além da montagem de uma farsa jurídica arquitetada pelo Juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava-Jato, que culminaram na prisão de Lula, impedindo-o de participar daquelas eleições. Uma trama impressionante, em que a demonização do Partido dos Trabalhadores e de Lula, acabaram cooptando pessoas como a senhora que me disse tão marcante frase.

Adolf Hitler em seu círculo criminoso repetia uma frase: “as grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentira pequena”. Um dos que ouviam essa frase do ditador alemão, era Paul Joseph Goebbels, o ministro da propaganda na Alemanha Nazista entre 1933 e 1945, quando o regime hitlerista foi derrotado. Goebbels era, mal comparando aos dias de hoje, um grande fabricante de Fake News. Sabia como poucos manipular a informação e influenciar o povo alemão no pior sentido.

Hoje, no Brasil, cada vez mais compreendemos como foi possível o aparecimento de uma figura como Hitler na Alemanha. Ao que tudo indica, os regimes ditatoriais utilizam-se como matéria-prima fundamental para seu projeto de poder, a mentira.

O atual governo brasileiro não tem como negar que mente. O presidente Bolsonaro, por exemplo, segundo o relatório da Organização Não Governamental Global de Expressão 2021, fez declarações inverídicas cerca de 1682 vezes, uma média de 4,3 ao dia. Esse é um dos pontos que vejo como chave para entendermos a debandada de eleitores que a cada dia se sentem enganados.

Outro fator importante é a insegurança. Este governo e seus seguidores passam, a cada dia, sensação de insegurança, descontrole, desordem. Um dos episódios recentes que muito assustou as pessoas de bem deste país, foi o vídeo em que os cantores Sergio Reis e Eduardo Araújo conclamam os caminhoneiros para paralisar o país.

Enquanto isso, do outro lado, vemos um líder maduro, coerente, sensível, que pensa de fato na ordem e no progresso do país. Um líder que não perde precioso tempo com a discussão rasteira, o bate-boca quase infantil. Lula demonstra a todo o instante sua grandeza. Um homem de verdade, um líder preparado para enormes desafios.

Se eu encontrasse outra vez aquela senhora, certamente com cortesia lhe convidaria a abrir os olhos e o coração para a realidade. Como diz o povo, a mentira tem perna curta. E este governo já está de joelhos.

Publicado por Francis Ivanovich

Cineasta cineasta escritor.

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