Os Derradeiros Dias do Poeta Josef Sant (3)

Despertou com uma forte luz branca sobre a casa. Ao sair para o quintal, e fazia muito frio, o poeta Josef Sant ficou maravilhado com o disco prateado flutuando silenciosamente sobre o telhado.

Seu corpo foi sugado com suavidade para dentro da nave. Em pouco tempo, estava deitado e à sua volta seres parecidos com humanos o estudavam com curiosidade.

– Vejam como ele está doente.

Um dos seres falou; enquanto uma espécie de braço mecânico deslizava sobre cada parte do seu corpo.

– Uma doença tão simples e eles ainda não conseguem cura-lo. Disse o segundo ser.

– Ainda são atrasados e violentos. – Completou um terceiro.

– Vamos cura-lo deste simples linfoma? -Perguntou o quarto ser.

– Não podemos interferir. Apenas estuda-los para compreender nosso passado distante. – Determinou o primeiro ser, que parecia ser o líder da nave.

O poeta foi devolvido à casa. Ao despertar, não sabia se tinha tido um sonho ou havia sido abduzido. O corpo todo molhado de suor. O desconforto do frio. Trocou de roupa, bebeu chá, e tentou dormir com a esperança de que os alienígenas mudassem de ideia e o livrassem da doença.

– O sobrenatural é a nossa última chance, disse para si, afundando a cabeça no travesseiro. Dormiu.

Continua…

Publicado por Francis Ivanovich

Cineasta cineasta escritor.

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